e quando sentir o outro cheiro
que não meu
exalando da pele até os ossos
selarei
breve as palavras ditas
em meus pelos
como se guardasse
a saliva
dentro do corpo.
em banho intenso
lavando
os órgãos
ossos
despregando
o cálcio
retorcendo nervos
tornando limpo
e claro
o que trazia
no escuro
teus passos
tua sombra
meu refúgio.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
serei breve
indolor
não revelarei
os versos que
guardo junto
ao seio
e a respiração
passo somente
como um presságio
de minha poesia
errante
mastigada pela saliva
que molha o corpo
em absorção
quente
de tua língua
em minhas letras
que secam sem cheiro
aterradas ao papel
e a pele
ânsia
sede
da palavra
consumida
até o sumo.
indolor
não revelarei
os versos que
guardo junto
ao seio
e a respiração
passo somente
como um presságio
de minha poesia
errante
mastigada pela saliva
que molha o corpo
em absorção
quente
de tua língua
em minhas letras
que secam sem cheiro
aterradas ao papel
e a pele
ânsia
sede
da palavra
consumida
até o sumo.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
tessituras
de poesia
noite à dentro
em teu bucho
de estrelas
que perfuro
com as unhas
e entro
brilhando
ardendo
em sua luz
e breu
de lua
eu,
extasiada
de longe
nas alturas
vejo as palavras
abertas
como flores
e traço
as fissuras
os espaços
respiro
toda graça da pausa
...
e depois retorno
para o poema
em silêncio
iluminada
de poesia
noite à dentro
em teu bucho
de estrelas
que perfuro
com as unhas
e entro
brilhando
ardendo
em sua luz
e breu
de lua
eu,
extasiada
de longe
nas alturas
vejo as palavras
abertas
como flores
e traço
as fissuras
os espaços
respiro
toda graça da pausa
...
e depois retorno
para o poema
em silêncio
iluminada
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