segunda-feira, 19 de abril de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

4/12/08 para 05/12/08 - Barroco – . Camila e eu poesiando .

Escondo na água
Que gruda na madeira velha
Escrita do outro nela
Surpreso em seu ato de estar

Minha boca que estala
O gole
O álcool
Assim, me desfaço
Na bebida que entalo

Me desculpo pelo dado
Erro grave
Penso em vão na sombra
Passo copo molhado
Minha boca que estala

Confundo o gosto de meus lábios
Com a cerveja
Com o cigarro
Vejo nomes na parede
De pessoas que nunca encaro

Fujo:
Desses olhos todos e
Me escondo
Me afundo
Coragem ou falta?
Mulher neste corpo encarnado
Em alma ardente fogo água
Ferro passado de boca molhada quente
Não sei se quero sair pra dançar
Ou se nessa mesa vou me guardar
Com esse copo
Com esse gole
Com esse corpo
Já sem nome

Sem o que
Quase não entendo
Te engulo toda em silêncio
Só pra poder compartilhar
(senti a diferença nesse copo de cerveja)

Vejo a poesia torta bêbada
As letras em curvas
Tão sôfregas
Como mãos
Trêmulas
Com nós
Laços e nós

Sal e saliva
Na água seca
Da garganta presa
Eu digo que não vou!
Ainda que TUDO que mais DESEJO
Seja dançar

Então pense em suas pernas
Nos pés
Aonde eles querem te levar?
É pra partir
Ou pra ficar?


Molho meus dedos
Nessa água suja
Seca surja

Molha-se na sujeira
Que nos purifica
Na cerveja
Que nos edifica
Assim há ar!

Eu não justifico o fato
De não pensar nisso
Pisca e assusta
Pés descalços-dentro
Meio presa
Ainda meio eu
Meio nós

Somos nós
Somos laços
Puros Pós
Mulheres Pedaços