quero fechar todas as janelas
do meu corpo
e ficar só
não importa a paisagem
de fora
quero contemplar
o que vive dentro
insólito
enquanto danço
sozinha
de cortinas fechadas
de olhos
girando
em palavras
com meus vestidos rodados.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
borboletas
há borboletas
presas
na parede do estômago
todas coloridas
envolto
ao meu corpo
dentro
borboletando
em cima
até os pés
voando
soltas
ou coladas
nas costelas
há algo
em meio
e por isso
escrevo
por não suportar os sonhos
de tantos em mim
há algo que precisa
sair
e voar fora
embolo
há muito
no entanto
escrevo
há algo de mim
que só nasce
por escrito.
![]() |
| foto de Elena Helfrecht |
na parede do estômago
todas coloridas
envolto
ao meu corpo
dentro
borboletando
em cima
até os pés
voando
soltas
ou coladas
nas costelas
há algo
em meio
e por isso
escrevo
por não suportar os sonhos
de tantos em mim
há algo que precisa
sair
e voar fora
embolo
há muito
no entanto
escrevo
há algo de mim
que só nasce
por escrito.
canção marítima
dos mares que não provei
de tuas espumas brancas
e salgadas
serei todo o azul do mundo
na imensidão de tuas ondas
como água-viva
ou estrelas
que queimam em distâncias
na pele
serei apenas o momento
a instância do horizonte
serena e breve
a paisagem do mar aberto
em seus braços de som
e beleza.
por toda sua música
rugido de fúria
como não
o mergulho?
sem medo
navego em tuas profundezas.
navego em tuas profundezas.
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