o meu vestido,
que por ora se torna
uma página virada
por seus dedos
de prosa
como um tanto
de suspiro e conversa
presos no bordado
de pano
em afeto
é que não sobra
mais distância
entre o desejo
e o tato,
que se sente
perto.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
há algo de febril
no ato de escrever
álcool
que levianamente pousa
nas letras e pulsa
a poesia presa
nas retinas do sonho
febre
que escorre
pelos vazios do corpo
e os excede
transpondo
o limite do verbo
aberto por seu torpor
escapam as palavras
de seus sentidos
tontos
loucura de babas espessas
brancas ondas
num desvario exausto
da escrita embriagada
molhada no papel
há algo que exala
no ato de escrever
odor que paira
no quarto
na sala
éter suave
do suor da poesia
que em ti
repousa.
.
no ato de escrever
álcool
que levianamente pousa
nas letras e pulsa
a poesia presa
nas retinas do sonho
febre
que escorre
pelos vazios do corpo
e os excede
transpondo
o limite do verbo
aberto por seu torpor
escapam as palavras
de seus sentidos
tontos
loucura de babas espessas
brancas ondas
num desvario exausto
da escrita embriagada
molhada no papel
há algo que exala
no ato de escrever
odor que paira
no quarto
na sala
éter suave
do suor da poesia
que em ti
repousa.
.
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