sem precedentes
o amor,
invade e rasga
com seus vorazes dentes
os corpos
(invisíveis asas)
calças, botões, saias
para atravessar
até o mais fundo da epiderme
tocando uma pele
à outra
pelo poder do enlaço
de almas desconhecidas
que se reconhecem
somente
quando estão nuas
por isso que amar
é, também,
despir-se
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
saudade, saudade
meu pleonasmo
vicioso e constante
de canceriana
descoberta por suas conchas
perdidas na areia
sem os mares
lares
sou muito do ontem
saudade, saudade
tento te fazer mais nova
ou criança
mas és velha e sábia
e me carregas
no colo
quando desabo,
por isso és também como uma companheira
saudade, saudade
gostaria, minha amiga
que fosses lembrança
mas tu
em minha vida é pleonasmo
porque se repete
no presente.
meu pleonasmo
vicioso e constante
de canceriana
descoberta por suas conchas
perdidas na areia
sem os mares
lares
sou muito do ontem
saudade, saudade
tento te fazer mais nova
ou criança
mas és velha e sábia
e me carregas
no colo
quando desabo,
por isso és também como uma companheira
saudade, saudade
gostaria, minha amiga
que fosses lembrança
mas tu
em minha vida é pleonasmo
porque se repete
no presente.
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