segunda-feira, 26 de setembro de 2016


da janela de fora
estrondo
da janela de dentro
silêncio
muda e envelhecida
minha sinfonia dos dias se faz, música.


quando meu calendário de outrora
esse outro
que ignoro para ser somente
aquilo que sinto
e não devo
ao relógio

orbito em direção
contra
para além de qualquer tempo
sou apenas isso
o agora
crua

aqui,
diante de seus olhos.


sexta-feira, 1 de julho de 2016



amanheço todos os dias
com a folha do papel
virgem
em seu branco seminal
pedindo nas linhas
num eterno
ritornelo
do avesso
para sempre,
mesmo com os pontos e vírgulas,
continuar.