quarta-feira, 16 de setembro de 2015


acordei
tocada pela nostalgia
de um sorriso bobo
que trazia comigo
ainda menina
quando a realidade
era apenas sonho
tempo outro
que teimo em lembrar
em dias desse
tão duros
cheios de poeira do passado
presente
sorrio apenas
para lembrar no corpo
o gosto
daquele tempo outro
para abraçar a menina
que fui
e dizer
a vida é besta,
segue menina
vá sozinha
toda inteira.
e numa amizade íntima
nos despedimos para seguir
ela, em teu passado
e eu, que na vida besta,
continuo seguindo
com meu sorriso bobo.



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

se eu mapeasse
os ínfimos códigos
que navegam no caminho
dos nos olhos
atravessaria os mares
para morar em sua ilha



(...)


mas é impossível mergulhar
sem molhar a pele
e farta de terra e superfícies
apenas miro-te
nos ínfimos códigos que navegam
no caminho
dos nossos olhos.

sábado, 5 de setembro de 2015

atenta aos gestos
meticulosa
meço
as distâncias das pausas
no caos
da dança
do meu corpo
com o mudo
salto
caminhando sem rotas
ou avisos
desculpe-me o desvio
o retorno
a fuga
ou qualquer falta de juízo


(...)

à deriva,
solta
descubro a pele da vida
sem mapas.