sábado, 3 de agosto de 2013


difícil lembrar
onde te soltei
pássaro 
meu canto
raro
agora perdido
solto
já misturado.
irreparável
perdi o momento:
o instante 
o voo.
sem rastros
sua partida
me corta
rasante
sem volta.
engulo os fios
que te prendiam
às mãos,
e me desfaço
desde sua partida
sua cor
que nao vejo
some
cada vez mais
alto
distante
seu grito
piando pelo
o meu corpo,
esquecido
porque o seu nome 
escorre
arisco 
na altura. 


De tão esquecida ando confundido vida com sobrevivência. E inventando a memória. 



sexta-feira, 26 de julho de 2013

é porque o sonho foi plantado.
sua raiz se perdeu
se misturou
já não se vê o sonho,
tá entrenhado
na carne
perdido
solto.
vive quando o peito respira,
ou ele que levanta o peito,
suponho.
é assim,
esse broto vingado,
que não se arranca,
nem com sangue.
pois mora
no ainda mais fundo,
daquilo que somos.




segunda-feira, 22 de julho de 2013

parto
novamente
re
parto
me
sempre.

o café com açúcar. o leite gordo. o queijo fresco. os sorrisos e as doçuras. todos os gostos embalados juntos na memória, prontos para viagem.

a língua é quem lembra.
vai e volta.