carne do avesso
sexta-feira, 15 de abril de 2016
transcrevo nosso suor num papel
para que outros leiam
aquilo que só nós
quando a sós
falamos em
poema.
estudos sobre o vento e a cor
procuro muito de minha face
onde já não me reconheço
no verde e no azul
do tempo
nu
.
junto minha pele à paisagem.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
hoje
com cheiro de terra e raiz
arranhando minhas pernas,
caminho
lembrando do tempo
em que fui árvore.
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