quinta-feira, 10 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
suspensão
à deriva
vejo os meus sonhos
todos desvirados
como roupas
penduro-os em varais
suspensos
e longínquos
impalpáveis.
respiro
cedo
estendo as mãos
ao relento
cheiros
e gostos
como se pudesse
alcançá-los.
mas apenas miro
distraio-me
vendo-os ali
postos na alta madrugada
aguardo,
sentindo-os perto
e eles em estrelas
pendurados
sento-me
preparando o salto
impulso
para caminhar até as lonjuras
da madrugada.
vejo os meus sonhos
todos desvirados
como roupas
penduro-os em varais
suspensos
e longínquos
impalpáveis.
respiro
cedo
estendo as mãos
ao relento
cheiros
e gostos
como se pudesse
alcançá-los.
mas apenas miro
distraio-me
vendo-os ali
postos na alta madrugada
aguardo,
sentindo-os perto
e eles em estrelas
pendurados
sento-me
preparando o salto
impulso
para caminhar até as lonjuras
da madrugada.
quarta-feira, 12 de março de 2014
escritos mofados
Os versos que
levo guardados
presos
em folhas já amarelas
de mofo
naftalina
que exala da gaveta,
dos escritos
tão velhos
e enrugados
de letras tortas
fedorentas
gangrena
inflamada
por dentro,
como ar que se respira
e não solta
é a palavra que se guarda
e que não vinga
ou brota
murcha dentro da pele
seca
amarga
cicatrizando por fora.
todas as reticências
silenciadas
envio-te
tardiamente
para que sejam ouvidas
mastigadas
por tua boca
muda
e feroz.
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