terça-feira, 12 de outubro de 2010

canta em mim Carlos Drummond

Não tem nome
o que é desmedido.

Tudo que não se denomina
se faz infinito.

Para encher os olhos,
Ouvidos.
Fazendo inchar,
Doído

com todo o sentimento do mundo
que vive em nós,
escondido.

terça-feira, 27 de julho de 2010

E no ir e vir
do caos
de existir
vou perdendo
ganhando
um pouco de mim

Numa escolha
deixo um braço
Em folhas
me despedaço
na terra de onde vim

E se estou pela metade
é porque ser inteira
já não me cabe
pois a faca que me reparte
divide-me assim:

Sou adubo
pedaço
E em tudo
por onde passo
deixo plantado
o que resta
de mim

domingo, 6 de junho de 2010

Não canse de mim poesia
pousa em mim a palavra
a letra que arrepia
não faço ressalvas
para suas visitas
e assim faça
da tua boca
minha escrita