Quando quiser vestir seu sorriso guardado naquela juventude antiga,
me convida?
Mostre-me seus dentes tão tímidos,
tão condicionados a permanecer no escuro da boca.
Vem? Pode escolher,
quer sol, ou chuva?
Tirarei seu riso pra dançar
E aqueles seus ombros de quem olha para baixo,
vão crescer em plumas,
flutuar.
Verei daqui então,
sua leveza,
seu sorriso pássaro
fugindo do chão,
brincando de voar.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Estrondo
Talvez, eles ainda possam.
Se a música que regia o encontro dos olhos
voltar a tocar.
A conversa vai se guiar
pelo álcool,
que vai proliferar risadas macias.
O éter irá embriagar
a voz,
a pulsão da batida respiratória e a lentidão do correr do sangue.
Dançarão barulhos indecifráveis, farão vermelhos em gritos.
Escutarão o revirar dos órgãos em notas de violino, a melodia da saliva ácida em flauta doce
e depois,
a música vai se calar,
para se fazer escutar
o silêncio da separação.
(...)
Se a música que regia o encontro dos olhos
voltar a tocar.
A conversa vai se guiar
pelo álcool,
que vai proliferar risadas macias.
O éter irá embriagar
a voz,
a pulsão da batida respiratória e a lentidão do correr do sangue.
Dançarão barulhos indecifráveis, farão vermelhos em gritos.
Escutarão o revirar dos órgãos em notas de violino, a melodia da saliva ácida em flauta doce
e depois,
a música vai se calar,
para se fazer escutar
o silêncio da separação.
(...)
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